quinta-feira, 30 de agosto de 2012


Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinícios de Moraes


Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.


Pablo Neruda 

Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.

Clarice Lispector


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cartazes de filmes pintados à mão

Cartazes artesanais. Foto: BBC
Uma arte antiga ainda encontra espaço em Jacarta, Capital da Indonésia. São os cartazes de filmes pintados á mão.
A tecnologia digital tornou a criação de posteres algo mais barato e rápido, o que reduziu muito o espaço dos pintores neste mercado.
No entanto, ainda existem uns poucos artesãos na capital indonésia que se ocupam desta arte praticamente extinta.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011